Usando a Babosa

Nome científico: Aloe vera,  Aloe barbadensis.

Nome popular: Aloés, erva babosa, caraguatá, erva azebra.

Descrição:  herbácea que atinge  de 60  a 90 cm de altura, perene, com talo único,  folhas alongadas grossas e suculentas com espinhos que circundam suas laterais, assemelhando-se a serrilhas e com final de pontas agudas. Algumas espécies apresentam flores vermelhas em cachos, mas de preferência, devem ser usadas para o uso medicinal,  as espécies de flores amarelas. Seu habitat: locais ensolarados e secos; solos arenosos

Partes utilizadas:  folhas, polpa e seiva.

Modo de extração das partes  medicinais:  Cortar as folhas frescas na base , lavar e enxugar a água rapidamente.  Deixá-las em pé em um recipiente para escorrer o suco amarelo (seiva).  Esta seiva deverá ser seca ao sol. Durante a secagem, sua cor amarela se altera para o vermelho e depois escura quando totalmente seca. O bloco formado deverá ser armazenado em  vidros  escuros fechados . Após a retirada da seiva,  retirar a casca da folha e a polpa branca deve ser fatiada e colocada em uma vasilha de louça ou vidro. Guardar ao abrigo da luz solar, calor, pó  e umidade, ou em geladeira.

Usos  e  Propriedades:  sua folhas e, principalmente seu  sumo fresco, são muito eficazes quando aplicados diretamente sobre eczemas, inflamações, queimaduras e queda de cabelo, pois  atua como emoliente (amaciante da pele), cicatrizante e anti- inflamatório.

Princípios Ativos: glicosídeos antraquinônicos (em especial a aloína); mucilagens e taninos.

Contra-Indicações:  o uso desta planta por via oral é contra- indicado para gestantes e deve ser feito com muito cuidado nos casos de afecções uterinas, cistites, prostatites, desinterias, hemorróidas e colites. No caso interno, não se deve utilizar mais doque 4 gramas de folhas secas em pó ou uma colherinha (chá) de suco em água.

Dicas caseiras para utilização:

  • Contra o vício de roer unha ou chupar o dedo: passar o pó ( após a secagem) ou o suco amarelo da babosa na ponta dos dedos.

  • Fissura anal – uso externo:   em ½ litro de água em fervura, coloque 1 colher de sopa da polpa branca da folha fresca. Desligue o fogo e coe. Faça banhos de assento ainda morno, durante à noite por vários dias.
  • Inflamações; queimaduras; cicatrizações em geral: retire a polpa branca de 1 folha inteira e amasse em um pilão até adquirir a consistência de um creme. Aplique três vezes ao dia sobre o local afetado e cubra com papel manteiga ou plástico transparente. Deixe agir por 1 hora e em seguida lave com água fria.

  • Problemas digestivos ( estomacais, hepáticos, vesiculares, intestinais): coloque em 1 xícara (chá) de água     fervente, uma fatia pequena da polpa branca da folha fresca. Abafe e coe. Tome pela manhã, em jejum por 5 dias.

  • Queda de cabelo, brilho.: retire a polpa branca de um pedaço da folha fresca e  acrescente um copo de  água fervente. Abafe por 15 minutos em coe. Lave a cabeça e, em seguida aplique o caldo no couro cabeludo, massageando ligeiramente. Deixe agir por mais ou menos 1 hora. Enxague com água morna.
           
  • Caso tenha piolhos ou lêndeas,  passe pente fino.

 

 

Por Regina Setsuko Akiyoshi – Bióloga

 

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